domingo, janeiro 25, 2009

Perseverança dos santos!

Portanto, ele é capaz de salvar definitivamente aqueles que, por meio dele, aproximam-se de Deus, pois vive sempre para interceder por eles. (Hebreus
7:25)


Começo com a frase se um famoso escritor:

"Quem não entende a palavra "justificado" não entende o cristianismo"
(John Stott)

No nosso meio Cristão é comum vermos pessoas que vão até o altar e se “convertem” várias vezes, isso é comum em todas as igrejas, porém é mais serio do que pensamos, as igrejas estão formando crentes que não entendem a sua salvação.

Mais como podemos entender a nossa salvação?É importante primeiro entendermos a doutrina da Justificação. Quando dizemos que alguém é justificado, isso implica em pensarmos que essa pessoa foi considerada Justa, de algo que fez.A doutrina da Justificação nada mais é que nossa certeza que fomos alcançados pela graça redentora que está na Cruz..

Entendo que uma pessoa pode perder a certeza de sua salvação, mais isso não me leva a pensar que uma pessoa pode perder sua salvação. Podemos cair seriamente, mais não ao ponto de perdemos a salvação,a divida foi paga, Cristo pagou com seu próprio sangue a nossa dívida, ou seja não podemos ser cobrados por algo que já está pago.Vemos isso claramente na vida de Davi.Ele foi acusado de adultério e de conspirar na morte de Urias, ele usou de seu poder como Rei para ter certeza que Urias seria morto na batalha.Davi caiu radicalmente mais não totalmente, ele teve de ser confrontado por um Profeta de Deus, é logo depois ele restaurou sua comunhão com Deus.(Sl 51.)

Pegando o exemplo de Davi temos um caso de um Crente que amava a Deus, que era um homem temente a Deus que caiu parcialmente, mais não ao ponto de perder a sua salvação. Davi em seu intimo poderia até achar que tinha perdido a sua salvação, que Deus não mais o amaria, mais de forma surpreendente um Profeta foi usado por Deus pra mostrar a Davi que Deus estaria sempre com ele.

Mais dois exemplos podem ser citados, um foi o caso de Judas, e o outro foi o de Pedro. Mais qual a diferença desses dois homens? Jesus advertiu os dois quanto à traição, porém no caso de Judas, disse-lhe “O que tens de fazer, faze-o depressa”.
Jesus falou de forma diferente com Pedro:

“Simão, Simão, eis que Satanás vos reclamou para vos peneirar como trigo”. Eu, porém roguei por ti para que tua fé não desfaleça; tu, pois, quando te converteres, fortalece seus irmãos. (Lc 22.31-32).

Note que no texto o que Jesus disse. Ele não disse se, mas quando. Jesus estava confiante de que Pedro iria voltar. Sua queda iria ser radical mais não total e final. [1]

Temos motivos de sobra pra crermos nessa doutrina bíblica – que é de grande importância – que nos dá um conforto realmente muito grande.


Outro ponto importante de ser colocado é quando Paulo coloca em Romanos 8.39:

“Nem altura nem profundidade, nem o presente nem o futuro nem qualquer coisa na criação será capaz de nos separar do amor de Deus que está em Cristo Jesus”.

Paulo coloca de forma clara que NADA, nem NINGUÉM poderá nos separar do amor de Deus que está em Cristo Jesus, ou seja, a morte de Cristo já mais poderá ser invalidada, como disse a dívida foi paga, não devemos mais nada a ninguém, e nada que acontecer poderá fazer com que percamos a nossa salvação.

“Cristo nos redimiu da maldição da lei quando se tornou maldição em nosso lugar, pois está escrito: Maldito todo aquele que for pendurado num madeiro” Gl 3.13.

Cristo encerrou com a maldição ele tomou sobre si as nossas transgressões.

Vemos também de forma brilhante em I Pedro 1.3-5:

“Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo. Conforme a sua grande misericórdia, ele nos regenerou para uma esperança viva, por meio da ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos, uma herança que jamais poderá perecer macular-se ou perder o seu valor. Herança guardada nos céus para vocês que, mediante a fé, são protegidos pelo poder de Deus até chegar à salvação prestes a ser revelada no último tempo.”

Mais uma vez é colocado pra nós, que nossa salvação e guarda pelo poder de Deus mediante a fé. Também podemos citar Efésios 2.8.

“Pois vocês são salvos pela graça, por meio da fé, e isto não vem de vocês é dom de Deus.

A Fé que temos não vem de nós mesmos, é dom de Deus. Temos um intercessor que é Jesus, ele intercede pra que nós não nos percamos( Jo 17.).Confirmando esse versículo temos um dito de Jesus em João 6.37 -39

37 “Todo aquele que o pai me der virá a mim, e quem vier a mim jamais eu rejeitarei.
38 “Pois desci dos céus, não pra fazer a minha vontade mais para fazer a vontade daquele que me enviou.
39 “Esta é a vontade de quem me enviou: que eu não perca nenhum dos que me Deus.


Entendo isso de forma que Jesus jamais perderá algum dos que lhe foram confiados, pois Ele estará fazendo a vontade do seu Pai.

Mais uma vez Paulo nos dá segurança quando escreve ao romanos. No capítulo 8 temos mais um versículo que confirma isso.

32 “Todas as coisas cooperam pro bem dos que amam a Deus”

Tudo cooperará pra nos, isso não implica a dizer que não vamos ter provações, pelo contrário, vamos passar por momentos de desespero, mais teremos a certeza que Jesus estará intercedendo por nós.

Somos povo de Deus.

“ Vocês, porém são geração eleita, sacerdócio real, nação santa, povo exclusivo de Deus para anunciar as grandezas daquele que os chamou das trevas pra sua maravilhosa luz.

Nós fomos feitos povo de Deus, podemos ilustrar isso assim:

Uma pessoa nascida no Brasil viaja em sua infância pra a Inglaterra e morará lá para sempre, essa pessoa poderá ter nacionalidade Inglesa e com isso poderá exercer o direito de cidadão inglês.
Seria isso que o texto nos coloca, nos não éramos povo de Deus, porém fomos chamados das trevas pra sua maravilhosa Luz. e assim feitos povo exclusivo de Deus.

Deus começa a redenção na eternidade e a consumará na eternidade. Pois, aquele que começou a boa obra nos eleitos, há de completá-la até o dia de Cristo Jesus (Fp 1:6).

Deus irrevogavelmente preserva, pelo seu soberano poder, em amor e santidade, os seu povo em estado de graça até o fim.

Termino com uma frase de Charles H. Spurgeon:

“Não sei como algumas pessoas, as quais crêem que um Cristão pode cair da graça, conseguem ser felizes.”.

sexta-feira, janeiro 09, 2009

Paul Washer

Está em espanhol, mas a mensagem é muito boa. Vale a pena ver o video.

quarta-feira, outubro 08, 2008

quinta-feira, agosto 28, 2008

O Dono de Toda Glória

Não a nós, SENHOR, não a nós, mas ao teu nome dá Glória, por amor da tua misericórdia e da tua fidelidade. Salmos 115.1

Não a nós, não a nós, pois somos pecadores, mas ao Teu Nome dá glória, que é o nome poderoso que nos salva, por amor da tua misericórdia, a morte de Cristo, sua graça e da tua fidelidade, a nossa certeza que a morte de Cristo foi suficiente para nos salvar.

Pois dele, por ele e para ele são todas as coisas. A ele seja a glória para sempre! Amém. Romanos 11.36

sábado, julho 19, 2008

John Piper - Evangelho em 6 minutos

Mais um video do John Piper.
Deus abençoe a todos.

John Piper e a Teologia da Prosperidade

Eu sei que esse video já tá batido, mas todas as vezes que eu assisto paro para fazer uma reflexão. Aproveitem

sexta-feira, julho 18, 2008

Falta de Avivamento pessoal

por
Richard Baxter


Eu não sei o que os outros pensam, mas da minha parte, me envergonho de minha ignorância, e me admiro de mim mesmo, porque não tenho tratado as almas dos outros e da minha como almas que esperam o grande dia do Senhor; e porque tenho espaço para quase qualquer outros pensamentos e palavras; e porque tais assuntos assombrosos não tomam completamente minha mente. Admiro-me de como posso pregar sobre isto desapaixonadamente e descuidadamente; e como posso deixar os homens sozinhos em seus pecados; e como não vou atrás deles, rogando-lhes, pelo amor do Senhor, que se arrependam, não importa a forma que recebam a mensagem, e qual seja a pena e dor que custem a mim.
Muito poucas vezes saio do púlpito sem que minha consciência me golpeie por não ter sido mais fervoroso e sério. Ela não me acusa tanto pela falta de ornamentos e elegância, nem por deixar passar uma palavra errada; mas me pergunta “Como você pode falar de vida e da morte com um coração assim? Como pode pregar sobre o céu e o inferno de uma forma tão relaxada e descuidada? Crê no que disse? Leva a sério ou embroma? Como pode dizer às pessoas que o pecado é algo assim, e que tanta miséria está sobre elas e diante delas, e não ser mais afetado com isto? Você não deveria chorar sobre pessoas assim, e não deveriam tuas lágrimas interromper suas palavras? Você não deveria clamar em alta voz, e mostrar a eles suas transgressões, e implorar a eles e rogá-los como uma questão de vida e morte?
E, por mim mesmo, como estou envergonhado do meu coração descuidado e torpe, e do meu modo de vida inútil e lento, assim como, o Senhor sabe, estou envergonhado de cada sermão que tenho pregado; quando penso sobre o que estou falando, e quem me enviou, e que a condenação e salvação dos homens é completamente relacionada nEle, estou preste a tremer por temor de que Deus me julgará como um mau administrador de Suas verdades e das almas dos homens, e imagino que no meu melhor sermão eu seja culpado pelo sangue deles. Penso que não devemos falar qualquer palavra aos homens, em assuntos de tamanhas conseqüências, sem lágrimas ou com a maior seriedade que possamos alcançar; já que somos tão culpados do pecado que reprovamos, deveria ser dessa forma.
Verdadeiramente, este é o tinir da consciência que soa em meus ouvidos, e apesar disso, minha alma sonolenta não quer ser despertada. Oh! Que coisa é um coração endurecido e insensível. Oh, Senhor, salva-nos da praga da infidelidade e da dureza de coração de nós mesmos! Como poderíamos ser instrumentos aptos para salvar os outros do erro? Oh, faz em nossas almas aquilo que Tu nos usaria para fazer nas almas dos outros.

sábado, maio 17, 2008

Deus, Um delírio - Aula de EBD

Esse texto, é uma aula que eu e meu amigo Filipe Schulz fizemos para a EBD do Jovens que tem como tema: Apologética: Em defesa da fé. Tratamos de alguns pequenos pontos do livro Deus, um delírio do célebre Richard Dawkins. Recomendo a leitura dos livros da bibliografia.

Deus abençoe a todos nessa leitura.


DEUS, UM DELÍRIO – RICHARD DAWKINS

Diz o tolo em seu coração? “Não há Deus”. (Salmo 14.1)

Controlador mesquinho, injusto e intransigente; genocida étnico e vingativo, sedento de sangue; perseguidor misógino, homofóbico, racista, infanticida, filicida, pestilento, megalomaníaco, sadomasoquista, malévolo. (Richard Dawkins)

Richard Dawkins é um célebre cientista britânico, professor da Universidade de Oxford e é um dos maiores popularizadores da ciência. Segundo a revista Prospect, é o terceiro maior intelectual da atualidade. Deus, um Delírio, escrito por Dawkins surgiu em 2006 como um apelo à união dos ateístas de todo o mundo. É um livro altamente polêmico, que ataca com veemência a fé teísta da sociedade moderna. Richard Dawkins tenta provar em seu discurso que Deus nada mais é que uma invenção da necessidade humana e que a fé nEle não somente é inútil como é prejudicial.

Cosmovisão de Dawkins

Em seu livro anterior mais famoso, O Gene Egoísta, Dawkins estabeleceu as bases (pressupostos) de sua cosmovisão. De acordo com ele, o mundo é composto por nada além da matéria química, e foi formado à partir de um processo evolucionário baseado no pensamento de Charles Darwin. Em Deus, um Delírio, ele se propõe a usar esses argumentos para provar que Deus não existe e que o ser humano é moldado e guiado simplesmente pela sua carga genética.

Somos máquinas de sobrevivência – veículos-robô cegamente programados para preservar as moléculas egoístas conhecidas como genes. Nossos genes nos criaram. Nós animais existimos para a preservação desses e não somos nada mais do que máquinas de sobrevivência descartáveis. O mundo do gene egoísta é um mundo de competição selvagem, exploração brutal e fraude. (Richard Dawkins)

Além disso, ele apresenta, numa visão mais filosófica do que científica que o ateísmo é a única opção saudável e inteligente à religião. Esta, por outro lado, é um empecilho no progresso do pensamento humano, e deve ser erradicada a qualquer preço. A religião seria um vírus que afeta o mundo e que deve ser extinto.

Refutando o irrefutável


Dawkins começa sua argumentação afirmando que aquelas pessoas que compartilham suas idéias à respeito de Deus, da religião, e do mundo, foram agraciadas com um nível mais elevado de consciência. Esses de intelecto favorecido deveriam então começar a defender publica e veementemente suas idéias (O termo usado por ele foi “sair do armário”). Além disso, ele afirma que não discute suas idéias com ninguém que também não tenha essa ‘Consciência Mais Elevada’ – típico argumento fundamentalista. Dessa forma, ele restringe sua pregação àqueles que compartilham do mesmo pensamento, fugindo de qualquer discussão.

A partir daí, Dawkins constrói toda sua argumentação. Primeiro, afirma que acreditar que Deus tenha criado e seja responsável pelo universo é minimizar a sua complexidade. Algo como “o universo é maravilhoso demais para ter sido criado por um deus pequeno”.

Em seguida, retorna o ponto em que exalta as virtudes do ateísmo. Aqueles que não acreditam na existência de Deus são pessoas melhores, mais educadas e mais respeitosas. Para provar essa tese, o que Dawkins faz é simplesmente usar (maus) exemplos de pessoas religiosas e confronta-las: “veja quão estúpidos são esses cristão, logo, Deus não pode existir”.

Agora que já atacou a idéia de Deus como criador de tudo, e as pessoas que nEle crêem, ele ataca a própria pessoa de Deus, tomando como base uma caricatura de autoria própria do Deus do Antigo Testamento (como se o AT e o NT tivessem “deuses’ diferentes). Generalizando Deus à partir de interpretações equivocadas de passagens da Bíblia, transformando-o num monstro cruel e maldoso.

O SENHOR faz justiça e defende a causa dos oprimidos. Ele manifestou os seus caminhos a Moisés, os seus feitos aos israelitas. O SENHOR é compassivo e misericordioso, mui paciente e cheio de amor. (Salmo 103.6-8)

Antes de chegar ao ponto principal de seu livro, a hipótese da não-existência de Deus, Dawkins ainda ataca o que são, para ele, os três principais argumentos em favor de Deus: beleza, experiência pessoal e a Bíblia. Novamente generalizando, a noção de beleza que os seres humanos tem é um fenômeno puramente químico; as experiências pessoais são resumidas ao ouvir de vozes e comparadas com doenças mentais, e contra a Bíblia, aparece um argumento de que talvez Jesus estivesse enganado ao se declarar como Filho de Deus, usando como base para a interpretação bíblica argumentos que já foram rebatidos a mais de dois séculos.

Chegamos então, rufem os tambores, ao ponto alto do livro, a prova última e irrefutável de que Deus, definitivamente, não existe. Dawkins faz a pergunta máxima, o Santos Graal do ateísmo: Se Deus realmente existe, e projetou o universo, quem projetou o projetista? Em mais uma de suas numerosas contradições, Dawkins usa um argumento filosófico e nada científico para provar a não-existência de Deus. Para alguns, esse é um argumento que se espera de uma criança com seis anos de idade.

O delírio de Dawkins

Como já foi dito, Dawkins usa argumentos que, para sua posição como grande cientista que é, são impossíveis de serem aceitos com seriedade.

Seu grande argumento, e o ápice do livro, para inexistência de Deus é a pergunta: “Quem projetou o projetista?” Como Já vimos em outras aulas, isso é uma causa que não deve ser levada à frente, pois a partir do momento que voltamos, não saímos do lugar que paramos.

Se a causa imediata do universo mesmo requer uma causa, ainda não chegamos à primeira causa. Deve haver uma causa para explicar todas as causas que também são efeitos, mas é impossível regredir infinitamente, portanto deve haver uma causa primeira não causada e eterna, que criou o tempo por si mesma. Visto que nenhum efeito pode ser não causado, essa primeira causa não tem começo, e, desse modo, não é um efeito... No entanto o argumento demonstra que Deus não é um feito, mas a primeira causa não causada (Vincent Cheung).

Dawkins infelizmente trata de alguns assuntos, sem o mínimo de pesquisa, tanto de contexto como explicação histórica. O fato de ele dizer que Deus é cruel, fazendo referência ao Antigo Testamento, nada mais é que uma cegueira total. Quando Deus manda matar, muitas vezes, uma cidade inteira, Ele está agindo através de sua justiça. O que para Dawkins não faz o menor sentido. De um lado, o Deus do Antigo testamento seria um Deus vingativo e violento, mas quando, em nome da criação de uma raça superior, não existiria problema algum eliminar deficientes físicos, os evolucionistas estão apenas sendo mais “racionais”. (Dawkins não defende explicitamente esse ponto de vista do extermínio, mas um grande número de seus seguidores sem mostram favoráveis a essa idéia e jamais foram taxados de fundamentalistas).

Ele também insiste em dizer que a beleza não está em Deus. Bom isso é facilmente combatido. Na verdade quando contemplamos tudo que há de belo no mundo, não podemos atribuir isso a uma evolução biológica que gerou, por exemplo, a pétala detalhada de uma flor. Seria um tanto quanto irracional admitir que apenas um fenômeno aleatório gerasse isso. Mas, para Dawkins, esse não é um argumento lógico, pois aquilo que não pode ser provado por meio de uma equação química na verdade não existe.

Richard critica o comportamento de alguns cristãos. Num ponto em que poderia ter razão, ele acaba caindo no erro da generalização. Ele usa como exemplo, cristãos que há anos estão em guerra na Irlanda do Norte. Cita cristãos que não aceitam uma conversa com alguém que não tem a mesma fé. Bom isso é uma crítica excelente, mas não podemos generalizar. Com certeza ele se ofenderia se o comparássemos, a um de seus discípulos que xingaram o pastor que debatia com ele questões de seu livro. Culpar a religião pela violência no mundo é um pouco demais. Temos na história nações que abandonaram totalmente a fé e se lembrarmos de seus líderes não precisaremos dizer mais nada. Podemos citar Stálin na Rússia, Mao Tse Tung na China, Pol Pot no Camboja e Hitler na Alemanha. Sim, foram homens cruéis, e isso não significa que todos os ateístas sejam como eles. O importante é ressaltar que nações que negavam a existência de Deus ficaram marcadas por uma falta de “certos’ e “errados”.

Seguindo o livro, Dawkins condena o ensino religioso de crianças, e em mais um de seus delírios, diz que é melhor uma criança sofrer abuso sexual do que receber esse ensinamento quando criança (que caracterizaria um “abuso intelectual”). Quanto a isso não precisamos debater.

O livro inteiro é um grande ensaio de uma religião e principalmente um Deus falso. Dawkins chega a dizer que Deus é um maníaco psicótico e se baseia em argumentos deturpados tendo como pressuposto uma pequena minoria de pessoas, que até aos olhos protestantes não poderiam ser vistos como alguém que leva o nome de Cristo.

Dawkins também condena a religião, pois para ele, não somos seres pensantes, ou como foi dito, não atingimos a “Consciência mais elevada”. O seu grande erro é não perceber como ele mesmo transforma o ateísmo em mais uma espécie de religião. Talvez, hoje, ele seja o deus dos ateístas e age exatamente igual ao que ele condena na religião. Ele tem seus fiéis. Ele prega sua mensagem e quer converter mais pessoas a esse nível elevado de consciência. Por ele também, as escolas ensinariam suas doutrinas, para as crianças desde cedo buscarem elevar suas consciências, ou seja, ele se contradiz. E até tem a minoria, que com certeza ele condena, de ateus que não sabem argumentar e passam direto para violência verbal.

Dawkins falha ao tentar provar que Deus é um delírio e infelizmente leva muitas pessoas para o mesmo buraco fundamentalista. Suas teorias são fracas, tem argumentos facilmente refutáveis e o pior: isso tudo é contra o Deus amoroso e criador de tudo.

Conclusão


O mundo ateísta esperava que a religião acabasse. Porém o que vimos foi o contrário. Hoje, cada vez mais forte, independente de religião, as pessoas buscam o vazio dentro de si. O mundo ateísta está desesperado, e Richard Dawkins como esperança de seus fiéis tenta em Deus, um delírio, reavivar essa esperança de que a religião irá acabar.

Esse desespero talvez tenha como base o que citamos acima, de que a religião está cada vez maior. Talvez os ateus estejam sentindo uma forte aflição, pois a religião deles está em jogo.

Poderia o ressurgimento inesperado da religião convencer muitos de que o ateísmo em si é fatalmente deficiente como visão do mundo? (Alister McGrath)

Todos que lerem o livro ficaram chocados em como Dawkins usa argumentos infantis e radicais para provar algo que nem ele mesmo crê. A falha dos ateístas e do livro Deus, um delírio, é provar que algo que, para eles não existe, de fato não existe. Se para eles, Deus não existe, então não deveria ser posto a prova, pois é uma total incoerência provar algo que não existe.

Vale trazer a reflexão de como Dawkins vê o cenário cristão e religioso. Talvez em muitos aspectos ele tenha razão em criticar, e isso deve servir de lição para que possamos viver uma vida coerente como a nossa pirâmide de pressupostos. Deus nunca será um delírio, nos é que deliramos quando não vivemos uma vida coerente com o Deus que acreditamos.

Nenhum homem diz "Deus não existe", a não ser aquele que tem interesse em que Ele não exista. (Agostinho)

Bibliografia

CHEUNG, Vincent. Introdução à teologia sistemática. São Paulo: Arte Editorial, 2008.

DAWKINS, Richard. Deus, um delírio. São Paulo: Companhia das Letras, 2007.

MCGRATH, Alister; MCGRATH, Joana Collicutt. O delírio de Dawkins. São Paulo: Mundo Cristão, 2007.

ROBERTSON, David. As cartas para Dawkins. Tradução: Vanderson Moura da Silva. 2007.